Colaborar ou morrer

Colaborar ou morrer

A comunicação sempre foi uma das maiores dificuldades das empresas, mesmo sendo de extrema importância. Hoje, a evolução da comunicação é a colaboração, simplesmente indispensável.

Um dos grandes desafios do cenário corporativo atual, mas não apenas dele, é a quantidade de informação que temos disponível, ao alcance dos dedos. Se em um tempo não muito distante a aquisição de informações era complexa e trabalhosa, hoje a situação se inverteu. E com isso uma demanda natural por mais informações internas cresceu geometricamente nas empresas, expondo ainda mais os problemas de comunicação.

Ao mesmo tempo em que os funcionários querem a transparência da empresa na comunicação das informações de forma ampla, também desejam fazer parte desses dados, ou seja, colaborar com eles. Não querem mais ser agentes passivos, anseiam por sentir-se parte, contribuir. Estes não mais são chamados de funcionários, mas sim de colaboradores.

Essa contribuição passa a ser essencial no sucesso da empresa. Considerando que um funcionário produz “X”, em tese dois funcionários produzem “2X”. Porém, ao evoluírem para colaboradores, esses mesmos dois passam a produzir “3X”, “4X”, “5X” em conjunto. Esse ganho é alcançado por diversos fatores, e ilustro com o exemplo de uma loja de moda. Dois vendedores da mesma rede, mas em cidades diferentes. Ao compartilhar o conhecimento que cada um possui sobre aspectos diferentes das peças, um auxilia o outro a aumentar suas vendas, e o que era “2X” multiplica-se.

Esse aumento de performance não pode ser negligenciado, com pena de possível fracasso da empresa. Estimular este comportamento, que antes era apenas importante para a empresa, hoje tornou-se indispensável. Empresas que não direcionem seus esforços e investimentos nesta colaboração continuarão a ter “funcionários” desmotivados, pouco produtivos – o que pode ser fatal no decorrer do tempo.

Pois bem, então como fazê-lo? Naturalmente, não existe uma receita de bolo, um how-to mágico que fará sua empresa sair do modelo “cada um por si” para “colaborativo”. Em geral, as respostas simples e fáceis para problemas complexos tendem a não funcionar. Assim sendo, costumo utilizar os três aspectos já bem conhecidos em administração para tecer sugestões de como colocar a empresa no trilho da colaboração: pessoas, processos e tecnologia.

As pessoas naturalmente precisam ser estimuladas a colaborar, interagir. Mas salvo algumas pessoas com personalidade muito introvertida, a grande maioria tende a interagir naturalmente. E neste mundo de redes sociais, smartphones e comunicação interpessoal constante, esse aspecto não é o mais complexo.

Ajustes nos processos certamente favorecem a colaboração. Trocar as tediosas e pouco produtivas reuniões gerais de vendas semanais, com a cobrança habitual que estamos acostumados, por curtas interações ao longo dos dias com o testemunhos pessoais podem ser muito mais eficientes.

Mas é no aspecto da tecnologia que a maior parte das empresas têm muito a avançar. Tecnologia significa criar a possibilidade de integração, de colaboração. Ela oferece a chance que as pessoas precisam para expor o natural comportamento colaborativo humano. E boa parte das pessoas já está acostumada com esta tecnologia fora da empresa, em sua vida pessoal. O que a empresa precisa fazer é dar esse “empurrãozinho”, fornecer as ferramentas adequadas e colher os benefícios.

As empresas têm uma vasta gama de opções no mercado, para todos os gostos, bolsos e necessidades. Eu, naturalmente, indico o Office365 como uma das mais completas. Mas o importante é que as empresas identifiquem este aspecto crucial para seus negócios, invistam na tecnologia que mais se adequar e caminhem para o sucesso.